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Adoção de grupos de irmãos e de crianças
com mais de 7 anos de idade é uma preocupação
da CEJA
Quando se fala em adoção, logo se pensa na
colocação familiar de bebês ou crianças
com no máximo 2 anos porque esta é a idade mais
procurada e aceita por aqueles que pretendem constituir família
com filhos, por adoção.
Por outro lado, há no cadastro da CEJA um número
expressivo de crianças com mais de 7 anos de idade,
abrigadas em instituição, em condições
jurídicas de serem adotadas, para as quais não
há interessados.
A adoção internacional tem sido utilizada como
instrumento útil no encaminhamento destas crianças
com mais idade, sobretudo quando grupo de irmãos, entretanto,
em face ao caráter excepcional da medida e também
como forma de garantia de permanência das crianças
no país de origem, esta medida é cercada de
cuidados e somente é concedida quando esgotadas todas
as possibilidades de colocação nacional.
Lamentavelmente, essas possibilidades de colocação
nacional se esgotam já nas primeiras consultas ao cadastro
nacional, visto que, conforme já dito, 99% dos candidatos
só aceitam bebês.
No caso de grupos de irmãos, resta a dúvida,
se é conveniente separá-los como forma de não
prejudicar os mais novos, ou evitar essas separações,
tão traumáticas, sobretudo para aquele que fica
na instituição. Importante refletir sobre o
sentimento dessa criança mais velha, a sensação
da rejeição, da perda, do abandono, que tanto
afeta a auto estima desses pré adolescentes, isso tudo
somado ao medo, a inveja, a tristeza , a saudade , enfim,
toda essa confusão de sentimentos que resta em relação
aos irmãos que vão embora. Torna-se uma opção
difícil, na medida que sabemos que o fator idade é
determinante para o futuro e para a vida destas crianças.
Para refletir sobre estes aspectos, e apoiar nos encaminhamentos,
é que a Comissão Estadual Judiciária
de Adoção tem buscado estabelecer parceria com
os Grupos de Estudos e Apoio à Adoção,
entendendo que as pessoas que integram esse movimento tem
a sensibilidade e o conhecimento necessário para auxiliar
na difusão destas questões que envolvem a adoção.
Mery Ann Furtado e Silva
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